domingo, 29 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Verdadeiro
que te embaça.
Falsa ou verdadeira.
Conheço-te mais a cada sorriso
que estampas.
Falso ou verdadeiro.
Conheço-te menos a cada novo dia.
Sempre verdadeiro.
Ilustração: getty.images.com
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A.M. Pires Cabral
Silêncio (A.M. Pires Cabral)
Toda a minha vida me escutaste em silêncio.
Tinhas à disposição as vozes enormes
do vento, das águas, do trovão, do pintassilgo-
mas nunca dei por que as usasses comigo.
Envelheci enredado
nas teias dessa mudez.
Ganhei a industriosa astúcia dos velhos
à custa de perder a candura original,
li com cada vez mais desenganada luz
o teu silêncio.
Assim, a princípio achava-o cúmplice,
quente e generoso. Um silêncio
de quem concorda e apoia,
e não acha necessário proclamá-lo.
Com a continuação,
começou-me a aparecer o teu silêncio
já só condescendência. O silêncio
de alguem que se dispensa de mostrar
desacordo por simples cortesia.
Ilustração: alegriaaa.wordpress.com
sábado, 14 de novembro de 2009
Te segue

Segue teus passos quem, incauto,
teus versos não leu,
quem, ausente, não bebeu do teu olhar,
não sentiu o sabor
amargo,
desta taça em que pousaram.
Segue teus caminhos, desatento,
quem não mede teus gestos,
quem não sente tuas asas,
quem não sabe chorar.
Segue teus dias quem, em desalento,
se deixou amordaçar,
quem, ferido,
já não sabe voar!
Ilustração: farm4
sábado, 7 de novembro de 2009
Cativa
domingo, 1 de novembro de 2009
Velho retrato
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Tempo
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Vontade de ser eu
Morre,
em mim, o sonhador contumaz,
o delírio, a febre
e tudo o que me levou a voar!
Morre,
além do dia morno, suarento,
o brilho deste sol
inclemente, fogo diário!
Morre,
lentamente, toda forma de amor
e o mais estranho de todos,
naufragado nesta onda de mar.
Só não morre esta teimosa agonia,
esta desumana insistência,
esta vontade de ser, sempre,
eu!
em mim, o sonhador contumaz,
o delírio, a febre
e tudo o que me levou a voar!
Morre,
além do dia morno, suarento,
o brilho deste sol
inclemente, fogo diário!
Morre,
lentamente, toda forma de amor
e o mais estranho de todos,
naufragado nesta onda de mar.
Só não morre esta teimosa agonia,
esta desumana insistência,
esta vontade de ser, sempre,
eu!
Ilustração: varoeslabaredas
domingo, 18 de outubro de 2009
À deriva
sábado, 17 de outubro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)






