segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Trem fantasma
O tempo passa,
trem da minha vivência,
não arrasta esperanças,
nem move apenas tristezas.
Viaja em passo sereno,
nem sempre,
levando imagens amorfas,
corações insensíveis,
lágrimas geladas.
Não chega a qualquer
estação, este trem.
Pelo visto,
nem chegará!
ilustração: t2.gstatic
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Superficialidade
Tudo tão superficial,
nenhum pensamento mais
profundo.
Vertiginosa a passagem
do tempo!
Do passado,
apenas cicatrizes restaram.
ilustração: t3.gstatic
sábado, 14 de janeiro de 2012
Luzes
Não faço da poesia
o remédio para todos os males.
Não devería,
ao menos.
Um caminho iluminado,
tento fazer.
E nada garante que as luzes
do poema,
do meu poema,
se enxerguem às distâncias
que caminho...
ilustração: t3.gstatic
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Alvos lírios
Despeça-se dos alvos lírios encantados.
A juventude passou.
Restam rugas e memórias.
Nenhum ramo de enfeite.
Nenhum sonho de amor...
ilustração: data:image
sábado, 7 de janeiro de 2012
Não temas
Diz que não termina
a noite
e o sol
te fará se calar...
Diz que não temes
o tempo
e sorri,
ao invés de falar!
ilustração: t3.gstatic
sábado, 31 de dezembro de 2011
Grande relógio
Escondem-se,
por trás daquele relógio imenso- aquele ali da praça, sabe? –
tantas indefinições, dúvidas
e medos,
quê,
esquecê-las ali,
em lugar tão remoto,
parece mesmo ser a melhor solução.
Só não conseguimos esconder
tudo isto do Tempo,
que o mesmo relógio
conduz...
ilustração: t3.gstatic
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Esperanças
deixa marcado no tempo,
gravado na pele,
no descanso dos olhos,
atentos,
toda sorte de feitos.
em nome da rosa,
da febre e
do sumo de todas
as esperanças!
ilustração: t0.gstatic
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Sorriso de sol
Será que
aquele sorriso franco,
cativante, espontâneo
que tanto me encanta
e que parece trazer
a luz do sol para
um pouco mais perto de mim
só cabe naquele velho
porta-retrato?
ilustração: t0.gstatic
sábado, 17 de dezembro de 2011
Carlos Ruiz Zafón
Do livro "Marina", recém editado no Brasil
"Uma bicicleta emergia lentamente da bruma. Uma menina usando um vestido branco descia a encosta pedalando na minha direção. Na contraluz do amanhecer, eu podia adivinhar a silhueta do seu corpo através do algodão. Uma longa cabeleira cor de feno ondeava escondendo o rosto. Fiquei ali, imóvel, contemplando-a enquanto se aproximava, como um imbecil com ataque de paralisia. A bicicleta parou a uns 2 metros de mim. Meus olhos, ou talvez a minha imaginação, adivinharam o contorno de pernas esguias tentando alcançar o chão. Meu olhar subiu por aquele vestido que parecia saído de um quadro de Sorolla e foi parar num par de olhos de um cinza tão profundo que alguém poderia cair lá dentro. Estavam cravados em mim com olhar sarcástico. Sorri e ofereci minha melhor cara de idiota".
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Castelos de areia
Construía castelos
bem acima das nuvens.
Passeava por lá, às vezes,
depois de erguidos.
Ficava encantado com o que via.
Sempre!
Reiniciava a construção,
assim que um deles ruía...
ilustração: t1.gstatic
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