Do meu lado esquerdo,
quando olho de frente para a estrada,
do lado leste,
tem uma solitária e antiga mangueira
que ano após ano tem
adoçado minha boca com aquele
delicioso caldo amarelo,
sem nada exigir além da
minha presença junto a ela
sempre que está carregada de frutos.
É mansa e calma,
como deveriam ser as pessoas.
E ela ainda oferece, além de tanta
doçura, uma sombra sempre
fresca, um refúgio sem igual, sempre
que o sol insiste em seu açoite.
E isto, nem se pede às pessoas...









