terça-feira, 19 de junho de 2018

DO NOSSO JEITO!



Da doce admiração de tuas linhas,
das tuas frases,
nasceram como eternas, as tuas palavras.
Das danças que elas armaram,
de cada movimento,
delicado,
sobrou o doce sabor de cada gesto.
E cresce este sentimento que envolve
o meu jeito de te conhecer.

Do teu jeito,
do nosso jeito!!!







sábado, 16 de junho de 2018

FIGUEIRA DA FOZ: DA CASA QUE ME SEPARA DA INFÂNCIA


GRAÇA PIRES


Da casa que me separa da infância
avista-se o lugar onde as águas
mais espessas do do rio se juntam ao mar.
A foz. A ondulação crescente
desafiando as areias.
As marés tão altas que faziam brilhar
os peixes e assinalavam, no farol
o lugar onde as gaivotas
podiam começar a enlouquecer.
Era aí a casa que me separa da infância.





sexta-feira, 8 de junho de 2018

NÃO SEI (AINDA...)



Ainda que caminhasse ao teu lado
não saberia como falar-lhe
sobre aquilo que sinto.
Distância intransponível
parece existir entre nós
e eu não sei,
me permita,
como explicar tanta proximidade
e tanta distância,
tanto desejo e tanta frieza,
tanto amor
e tanta tristeza...



domingo, 3 de junho de 2018

A MAGIA de BELCHIOR...





Ora direis ouvir estrelas, certo.
Perdeste o senso. Eu vos direi,
no entanto:
enquanto houver espaço, corpo,
tempo,
e algum modo de dizer não,
eu canto...



terça-feira, 29 de maio de 2018

VIOLETA C. RANGEL - POETA ESPANHOLA



"O fumo, os cafés, o gajo que te traz de madrugada,
aquele parceiro que escapou, este que vem acordar-te,
as carícias, a coragem, uma manhã com Rimbaud...
Se o que ajuda a viver, o verdadeiro, custa quase nada
... Por que é tão alto o preço da vida?"




quinta-feira, 24 de maio de 2018

QUE TAL VOCÊ?



todo encolhido, sem mesmo um sorriso,
lá vem a segunda feira de novo.
"eu não mereço",
me digo, "tudo de novo"!
otimismo zero,
esperança: o mesmo otimismo ao quadrado...
mas você ligou!
mas você falou!
e o sol cresceu, coração
aqueceu...
tão pouco preciso,
nem tanto juízo,
um pouco de aventura
outro tanto de loucura, afinal:
que tal só eu e você?



domingo, 20 de maio de 2018

OLGA SÁNCHEZ GUEVARA - POETA CUBANA



A sala iluminada. Lá fora, o frio; e no jardim a geada
ressecou as rosas.

Pela janela, o monte coroado de neve: do outro lado é a
Alemanha, dizem meus amigos.

Eu, criatura da ilha, trato de compreender.







terça-feira, 15 de maio de 2018

DISTÂNCIA. PRESENÇA!



Como deixar de amar quem me toca o
coração, sem importar distâncias? As
palavras, belas, poéticas, me encantam.
Paixão nascida das letras. Mesmo
idioma, países distantes.
Mas o amor não conta quilômetros,
nem oceanos, nem tempo algum.
Poemas tocam a pele. E nada, nada
pode esconder sentimentos.
Eu também, toco você.
Mesmo que não
percebas...




segunda-feira, 14 de maio de 2018

APENAS




Ah! Como perdido segue o amor em
minha vida...

Ah! Como o sorriso parece me punir
e se esconder...

Mas que importância tem esse
sentimento?
Amor?

Quase nenhum.
Quase nada.

Apenas tudo!!!




sábado, 12 de maio de 2018

ABRIL - HILDE DOMIN




O mundo tem cheiro doce
de ontem.
Perfumes são duradouros.

Tu abres a janela
Todas as primaveras
entram com esta.

Primavera que é mais
que folhas verdes.
Um beijo contém todos os beijos.

Sempre esse liso brilhante
céu sobre a cidade,
na qual as ruas fluem.

Tu sabes, o inverno
e a dor
não são o que mata.

O ar hoje tem cheiro doce
de ontem-
Doce que cheira a hoje.