terça-feira, 3 de maio de 2016

2 POEMAS DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN




Nunca mais 
caminharás nos caminhos naturais.

Nunca mais te poderás sentir
invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
o que mais do que tudo procuraste.
A plenitude de cada presença.

E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.

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MAR NOVO


Este é o tempo
da selva mais obscura.

Até o ar azul se tornou grades
e a luz do sol se tornou impura.

Esta é a noite
densa de chacais
pesada de amarguras.

Este é o tempo em que os homens renunciam.




2 comentários:

Graça Pires disse...

Dois poemas da Sophia que nunca poderemos esquecer. Que dizer da poesia dela, senão que a amamos e não nos cansamos de a ler?
Beijos.

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net afim de encontrar novos amigos e divulgar o meu blog, me deparei com o seu que muito admiro e lhe dou os parabéns, pois é daqueles blogs que gostaria que fizesse parte de meus amigos virtuais.
Pois se desejar visite o Peregrino E Servo. Leia alguma coisa e se gostar siga, Saiba porém que sempre vou retribuir seguindo também o seu blog.
Minhas cordiais saudações, e um obrigado.
António Batalha.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/