Alma Tua
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
ÀS VEZES!
E veio a enxurrada.
As águas, imundas, transbordantes...
Geladas,
além da sujeira,
além da podridão...
Nada poético,
muito real,
provando que a vida é dura.
Mais ossos que carne.
Mais dores que sorrisos.
Às vezes...
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
LEO GONÇALVES
Não é por querer ser moderno
Não é por querer ser modesto
Presto o poema um relance
Preste atenção nas nuances
Palavra a palavra a palavra
Me revira pelo corpo: lava
Palavra palavra tropeço
Palavra me vira do avesso
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
GEOGRAFIA
Na vastidão dos
campos deste país,
almas enclausuradas
sobrevivem sem voz...
Entre elas, meu sangue
corre,
grosso e morno
em busca de ti,
que é uma pequena ilha,
desabitada...
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
DINHEIRO
todo o dinheiro do mundo
compra toda a felicidade
deste mesmo mundo.
há quem assegure,
no entanto,
que ainda tem troco...
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
OUVINDO BOWIE
Ouvindo Bowie,
Clapton, Chico também, manhã
ainda...
Voam os pensamentos.
Voos sem escala,
por um tempo de magia
em que os sorrisos eram fartos e fáceis.
E não custavam nada,
além de se ter os olhos ingênuos,
quase.
Ah! Por quê se fez o vento?
Falo dos ventos fortes...
Despenteiam cabelos,
levantam poeiras e
espantam verdades.
Tênues verdades...
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
CONVERSAS
Falo comigo mesmo.
Diálogo impossível para
um só argumento,
sem divergências, sem
concordâncias...
Conversa indiferente,
inusitada,
inútil.
Me calo!!!
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
TE SEGUE
Segue teus passos quem, incauto,
teus versos não leu,
quem, ausente, não bebeu do teu olhar,
não sentiu o sabor, amargo, desta taça em que pousaram.
Segue teus caminhos, desatento,
quem não mede teus gestos,
quem não sente tuas asas,
quem não sabe chorar.
Segue teus dias quem, em desalento,
se deixou amordaçar,
quem, ferido,
já não sabe voar!
Postado originalmente em 14/11/2009
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
PABLO NERUDA
Foi nessa idade que a poesia me veio buscar
Não sei de onde veio
Do inverno, de um rio
Não sei como nem quando
Não, não eram vozes
Não eram palavras
Nem silêncio
Mas da rua fui convocado
Dos galhos da noite
Abruptamente entre outros
Entre fogos violentos
Voltando sozinho
Lá estava eu sem rosto
E fui tocado.
sábado, 9 de dezembro de 2017
LYA LUFT - DESATINO
(Do livro A casa inventada - LYA LUFT)
A vida, como a ficção,
é um teatro de desatino.
Meus personagens:
amantes, suicidas, sonhadores,
seres rastejantes, criaturas aladas,
simples humanos,
- crianças e seus segredos.
O bem, o mal, o riso, o esgar,
a procurada morte,
a sorte,
a sombra.
(Na beira do palco, como estrelas,
penduro palavras: esse
é o meu destino).
sábado, 2 de dezembro de 2017
ROMANCE
Nem sempre o
coração
fica tão perdido, sem
respostas.
Ninguém nunca
perguntou
se existo, sequer!
Agora,
quando me perguntas
tudo,
parece que te
encontro.
E a mim também...
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