terça-feira, 6 de dezembro de 2016

APENAS




forte é o vento,
gelado,
que esbofeteia meu rosto
desde que o
dia escureceu.

o meu tempo passou...

e o retorno é longo,
sem pianos,
sem melodia,
apenas
o frio da madrugada,
sempre presente,

velho companheiro...







3 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

Um Poema sensorial! E adorei sentir aqui um pouco de vento.

Beijo

Pedro Luso disse...

Parabéns Alfre pelo seu “Apenas”, um ótimo poema.
Grande abraço.
Pedro

Graça Pires disse...

A melancolia açoita-nos de todas as formas. O vento é uma delas.
Gostei muito do poema. Revi-me nele...
Uma boa semana.
Um beijo, meu amigo.