sábado, 4 de agosto de 2012

Desejo de nada ( LAUREN MENDINUETA - poetisa colombiana )



Ainda é cedo.
Mil noites caíram sobre a terra
e outras mil caíram antes destas,
mas ainda não é tarde.
O vento envolve a casa com tanta força
que se diria ser uma mãe apaixonada.
Mas o vento não pode amar.
Tenho medo.
O mar não está longe daqui
e eu sou a mesma areia. sobre a qual caem
furiosas e incontidas ondas.
Mais adiante, no centro do temporal,
meus olhos buscam as razões de tanta ira.
Tenho vontade de chicotear a noite
até vê-la sangrar.
Desejo, até o infinito,
possuir algo que jamais se entregue.






Tradução livre.
Ilustração retirada do site hi5.com

5 comentários:

Solange disse...

bela escolha..

bjs.Sol

Anna Amorim disse...

Desejo morto,
uma forma de SER nostalgia
cansada de versos
e do medo do esquecimento.

Beijos,

Anna Amorim

Lu Nogfer disse...

Olá Rangel!

Profundas palavras embora eu prefira as suas!

Comentei no post anterior.

Beijos meus!

Lu Nogfer disse...

Ah!
Esqueci de dizer Rangel, que seu espaço faz parte do meu novo post!
Se der, dê uma passadinha por lá!
Obrigada pela inspiração!

Beijos!

Eloah disse...

Rangel, estou lançando dia 29 de agosto meu livro Digital "A dança da Vida" e não poderia deixar de compartilhar minha satisfação com os amigos queridos e faço agora com você.Bjs Eloah