Alma Tua
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
ROTINA
passos seguros rumam
por caminhos alheios
nada buscando,
embora,
caísse a tarde e,
com ela,
outro dia vazio.
passos seguros seguindo
incertezas!
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
APENAS
forte é o vento,
gelado,
que esbofeteia meu rosto
desde que o
dia escureceu.
o meu tempo passou...
e o retorno é longo,
sem pianos,
sem melodia,
apenas
o frio da madrugada,
sempre presente,
velho companheiro...
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
O QUE BUSCO
o que busco, incessantemente,
encontra-se, provavelmente,
no lado oculto da lua...
ou nas últimas reservas
florestais do continente
africano...
se não, talvez, durma num vulcão
inativo, prestes a entrar
em erupção...
o que busco pode estar
no fundo do oceano pacífico
ou, com toda a certeza,
dentro do teu coração,
que é onde mora o meu!
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
CORAGEM!
bom pedaço do caminho,
o maior deles, com certeza,
está vencido...
alguns sobressaltos,
sustos, sorrisos,
alguma tristeza,
alguma alegria,
você sabe, temperos da vida...
nada que se compare com este
resto de noite suja
que vem por aí...
domingo, 13 de novembro de 2016
MINHA FÉ
é pensando em você,
intensamente,
que me reconheço por completo,,,
você,
afinal,
é meu espelho, meu dia, meu livro predileto,
pura inspiração
quase sagrada!
terça-feira, 8 de novembro de 2016
REALIDADES
Passeiam por estas ruas
todos os tipos de medos.
Também de orgulhos
e de covardias solenes.
Do amanhecer à hora incerta
das bruxas e dos magos...
Tristes passarelas onde os sorrisos,
mesmo quando sinceros,
escondem tantas derrotas,
tantas humilhações...
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
TUA, NOSSA VOZ
recupera em mim
o dom da
palavra...
fale tuas verdades
mais tenras,
rabisque um poema
ou
zombe de mim...
só não quero,
apelo,
não se cale...
enfim !
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
SEM VOCÊ
tenho Pizarnik
em todos os momentos que
não tenho você.
e tua ausência,
embalada assim,
de verdade e arrepios,
mais do que triste,
fica cheia de
inspiração...
sábado, 10 de setembro de 2016
UTOPIAS
parcimoniosamente,
ao longo do tempo,
de todo tempo,
reconstruo gestos e
posturas que,
em mim,
fizestes desaparecer.
não cultivo mais lágrimas
nem sonho utopias
que,
agora sei,
apodreceram...
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
ODONIR OLIVEIRA
DEIXA-ME SER POESIA
Não, não sou poeta de revoluções estéticas
porque não sou uma revolucionária mais.
Os anos vieram,
brinquei com eles,
brindei-os todos.
Hoje sou uma jardineira de rosas,
nos intervalos bebo versos,
mastigo pétalas,
danço com prazeres.
Não, não esperem de mim arroubos mais.
Escrevo o que escrevo por meus dedos
o que sentem minhas mãos.
Poesia obtida no jornalggn.com.br, de Luis Nassif
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