terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Mário Quintana

O Poema
(Mário Quintana)

Um poema como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

Foto: http://br.geocities.com/marlidf/webquest/index_arquivos/quintana6.jpg

2 comentários:

armalu disse...

é Mário Quintana, esta tudo dito. Ele é maravilhoso. bj

Maysa disse...

AC
Gosto do Mário.
Gosto do jeito dele dizer as coisas inusitadas com palavras simples...carregadas de sentido, significância.
Gosto de ti, que teimas, através, da tristeza, inda assim, exortar a vida, o amor,a solidão de quem ama.
Muito te quero, acredita.
Quando puderes me visita.Te espero.