segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Caminhos

Distâncias desperdiçadamente percorridas.
Sorrisos travestidos de verdade.
Olhares diluídos no nada.
Passar da vida.
Restam vazios,
sobram migalhas.
E a cara feia da realidade
dói na alma, como a fome.

Inevitável caminhar.
Como em rio pedregoso,
que muito bate...
Apanhar, pra chegar...

Ilustração: deviantart


4 comentários:

armalu disse...

a minha verdade , a tua verdade, ou será mentira??? alma de todos excepto...

Luiza Maciel Nogueira disse...

muito bom poema, temos que ir sempre em frente e as vezes cansa!!

beijo

Vivian disse...

...o segredo é não fraquejar
na caminhada.
um sorriso aberto, e a certeza
de se chegar lá, atrai caminhantes na mesma sintonia.

vem comigo, lindo poeta!

bj

Anne M. Moor disse...

Rangel

Os caminhos tomados não devem ser vistos como desperdício. Somos o que caminhamos e gosto muito desse que se tornou um poeta dos sentimentos a escrever tão brilhantemente...

Beijos e bom dia!
Anne