segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quisera


A casa era antiga,
daquelas de pé direito alto,
grandes janelas,
enormes e grossas portas,
do tempo dos quintais.

Lugar aprazível
onde os pássaros,
passantes,
sempre faziam pouso.

Lugar onde a lua,
tão volúvel,
se apaixonou certa vez
e lá fez morada,
como eu quisera ter feito.

Casa antiga, amor antigo.
Como já não se fazem mais...


Ilustração: google

7 comentários:

intervalo disse...

Amor continua o mesmo encantador,a lua sempre enamorada desejando encontrar seu amado e os poetas alimentando o sonho.Beijos poeta querido.Lia...

armalu disse...

Mais um poema mais uma quebra cabeças, pois desta vez , não entendo o dizes sem falar. Feliz da pessoa que for amada assim. Tenho um menino que guardo bem dentro do meu peito, para o ninar... para amar.te amo

Ailadic disse...

encantador..tanta sensibilidade e amor..alma de poeta. Adoro.
beijo..Cidália

Serena Flor disse...

Tua sensibilidade é encantadora meu querido.
Ando afastada de Blog, Orkut e tudo o mais, mas tenho sempre em meu coração as pessoas queridas.
Um grande abraço e um beijo terno.

Anne M. Moor disse...

Aiiiiiiiiiii Rangel, que delícia de poema! Eu tbm queria fazer morada onde a lua se apaixona!

Beijos :-)
Anne

Andradarte disse...

Maravilha....e concordante.
Outros tempos....Saudade
Abraço

Cineide M Coelho disse...

Lindo! Minha alma pensa que vê essa casa....assim...parabéns!