terça-feira, 24 de agosto de 2010

Restos


Pelo que resta da janela
surge o sol, escaldante,
impiedoso.
Ou o que dele resta.
Arde na pele esta saudade,
esta ausência de desejar.
Ou o que dela resta.
Pelo que resta dos meus olhos
sinto tua presença,
completa.
Vejo tuas mãos,
meigas.

Ou o que delas restam...

Ilustração: espaçoaberto

11 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

os restos que ficam são nossos, as vezes é preciso montar o quebra-cabeças :) linda poesia

beijo

Vivian disse...

...e em meio a estes
'restos', que bom que ainda
existe a poesia.

saudades de você, poeta!

armalu disse...

Como deve ser bom ser amada deste jeito, alma minha.
Em tua alma.
bj

Ailadic disse...

Linda, poeta!A saudade queima tanto, tanto...e nunca a conseguimos separar da nossa pele...
Beijo

Anne M. Moor disse...

Rangel, poeta dos sentires!

Poema magnífico! Dos 'restos' ergue-se uma nova vida...

Beijão
Anne

Gislãne disse...

as vezes o resto é tudo que há!

Carla disse...

Quando há restos de uma presença, sobra saudade...


Bjos

Graça Pereira disse...

E com restos de tudo se faz uma Poesia maravilhosa.... Para quem é Poeta...evidentemente!
Beijo carinhoso
Graça

iracema forte caingang disse...

Linda sua poesia Alma minha
Tudo de bom
Mil beijos

armalu disse...

Também eu amo as grandes verdades, mas não sei nenhuma.E gostaria de saber todas.Cada vez sei menos.

Maria disse...

Querido Rangel,
Você continua o mesmo, mas a poesia melhorou, muito, muito.
Beijos.