sábado, 25 de setembro de 2010

Não sou...


Não sou esta erva rasteira,
este resto de natureza,
abjeto, sem valor.
Nem este pedaço de céu tão limpo,
puro, pedaço de aventura.
Não me encontras nos teus sorrisos,
nem mesmo na tua dor.
Não sou este rio imenso,
nem esta simples gota de chuva,
tão pequena, tão meiga.
Não sou esta pedra esquecida,
resto tão belo de vida,
nem a areia deste deserto.

Sou apenas este sopro de vento que,
de noite,
nas quentes noites de outubro,
nem sempre,
te desperta!

10 comentários:

Gislãne disse...

SEr um sopro de vento, não é tão ruim, mas ser só isso a vida toda é que não é bom.

carpe diem disse...

Lindo poema ,preciso salientar que ao acabar a leitura a lagrima rolou!!muito bom passar aqui!!

Carla disse...

Com o simples toque do vento a vida se move, se alegra. Se algo (ou alguém) não desperta é porque já está morto no tempo. Ser vento é bom!



Bjos

Vivian disse...

...quanta dor trazes
no peito, meu triste poeta!!

abraço-TE

armalu disse...

És apenas um ser iluminado, que tem o condão de escrever duma maneira única, muito pessoal muito própria, por isso és tão amado por tanta gente eu inclusive.
Aqui há muito vento... mais uma maneira de seres lembrado com muito carinho... És e sempre serás alguém muito especial...

Salete Cattae disse...

Poema lindo, mas triste.

Nem sempre conseguimos despertar a todos, mas palavras lindas assim como as suas, sempre despertam.

bjs e ótimo dia para vc.

Salete Cattae disse...

Só vim lhe agradecer a visita e o comentário em meu blog e dizer que vc sempre será bem vindo.

bjs

Anne M. Moor disse...

E és o poeta que canta as noites...

Cheguei!
Beijos
Anne

Anne M. Moor disse...

Rangel

Inspiraste-me...

Beijos :-)

Anne

VEREDAS, por Marluce disse...

AC Rangel,


És um sopro de vento inquieto em ti, sendo palavra nesse grandes versos!


Gosto de poemas como os que li aqui, é assim (prá mim, que a poesia acontece verdadeiramente!


Um abraço, Marluce