domingo, 16 de janeiro de 2011

Regar saudades


Que outro destino pode ter a chuva,
que não o de cantar no telhado
sua doce melodia em noites de solidão?
Que companhia pode ser mais agradável?

Te aquieta!
Deite-se e ouça.

Deixe que tua alma vague e viaje e
que busque nestas gotas tão calmas
os olhos que se foram...

A chuva, afinal, também rega saudades...



Ilustração: flickr

16 comentários:

Gislãne disse...

a chuva rega tudo que deixarmos ela regar!

:)

coração de açúcar disse...

se eu não fosse gente nasceria chuva...

linda

beijos

Inez

Katiúcia disse...

Perfeita!

Os sonhos támbem regam saudades que, ao longo do tempo adormece.. E a chuva, oh doce e linda melodia ao sentí-la, sonhos entrelaçam sobre ela, entre amores e desilusões, a saudade marcante que bate ao lembrar...

Lu Nogfer disse...

Ola Rangel!

Eu tambem acho que a chuva é excelente companhia em noites de saudades!

Linda poesia!

Beijos com saudades!

Ah!Ja viu a nova cara do meu bloguito pessoal?
Vai la ver se gosta!
Bjo

Valéria disse...

Realmente, poeta, chuva e saudade, tudo haver!
Valéria

Vanusa Babaçu disse...

Chove em mim chvas residuais de ti... Eu adoro a chuva o cantar no telhado, a melancolia e a necessidade de se ter companhia em dias de chuvas.

Parabéns

Lindo poema

Obrigada por visitar minha pagina e ainda me honrar acompanhando.

Grata

Babaçu

Mahria disse...

Rega mesmo. Principalmente se é noitinha e chuva fininha. Impossível não sentir saudade. Saudade de alguém, de alguma coisa qualquer...


Bjs
Mah

Francisco Domingues disse...

Olá, Rangel!
Entrei para conhecer seu blog e para lhe desejar um óptimo 2011 cheio de sonhos realizados. Não há dúvida: a poesia leva à poesia, puxa pelas palavras sentidas, pela emoção. Ah, como é gostoso adormecer ao som da chuva e, embalado, sonhar...
Agora, queria deixar-lhe um pensamento talvez tolo, mas interessante para quem gosta de questionar o legado dos nossos antepassados:
Acabámos de celebrar o Natal e... sabia que o Natal não existe? Curioso, não é?
Pois: o Natal foi inventado pela Igreja para “cristianizar” as festas pagãs em honra dos deuses solares, Mitra e outros, que se celebravam, por todo o império romano, ao redor do solstício de Inverno, como início do renascimento para uma vida nova, a da Primavera. Teve o seu aparecimento no s. IV, na Igreja Ocidental (25 de Dezembro – calendário Gregoriano) e no s. V na Oriental (7 de Janeiro – calendário Juliano). A narrativa do nascimento de Jesus de Mateus, ampliada por Lucas (nada sendo referido nem em Marcos nem em João), uma e outra são puras invenções sem qualquer credibilidade histórica nem qualquer verosimilhança (No inverno, os pastores não dormem ao relento...) Portanto, o Menino Jesus do catecismo não existiu. Muito menos o Deus Menino! E o mundo inteiro festeja algo de inexistente... Dá que pensar, não dá? (Ver mais no meu blog “Em nome da Ciência” cujo acesso é: http://ohomemperdeuosseusmitos.blogspot.com)
Enfim, associando-me ao luto de nossos irmãos brasileiros e fazendo votos para que semelhantes tragédias não voltem a acontecer aí no país irmão, uma outra ideia: apesar das catástrofes que vão acontecendo pelo mundo, com muita probabilidade provocadas pelas alterações climáticas e ambientais devidas à acção do Homem, o mesmo Homem, através dos seus governos subjugados aos interesses económico-financeiros de alguns (5% da população mundial, isto é, os que detêm 95% da riqueza produzida à face da Terra), não vai pôr-lhe cobro; preferirá assistir a novas catástrofes em que, como de costume, os mais fracos e pobres são os que irão continuar a sofrer. Inutilmente! Há que lutar para mudar estes sistemas e estes modelos não só políticos mas também económico-financeiros. Como? – Ver no meu blog “Ideias-Novas” cujo acesso é: http://ummundolideradopormulheres.blogspot.com
Francisco Domingues

Anne M. Moor disse...

Rangel

Amei isto:
"Que outro destino pode ter a chuva,
que não o de cantar no telhado
sua doce melodia em noites de solidão?"

Tens um dom de burilar com as palavras como ninguém!

beijos
Anne

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Rangel! Passando para agradecer pela honrosa visita e o gentil comentário deixado com tão belas palavras. Estou retornando de um merecido descanso, e gostaria de continuar contando com a sua valiosa atenção e colaboração, para que possamos juntos caminhar e produzir durante todo o ano que se inicia. Muito obrigado de coração pela sua amizade.

Não há nada melhor do que o canto da chuva, para conciliar o sono.

Abraços, uma ótima semana pra ti e para os teus, e que DEUS nos abençoe.

Furtado.

Chris... ჱܓ disse...

Noite de solidão, completa de saudade daquele olhar... E a chuva a tocar sua melodia, embalando o coração solitário.
É doído, mas é gostoso esse sentir.
A chuva parece fazer-nos companhia, ser cúmplice na sensação.

Meu amigo, maravilha total.
Sempre muito inteligente.
Bjos mil...

Chris.

Graça Pires disse...

A chuva também rega saudades e paixões... Não pode é fazer estragos...
Um beijo.

Confesso disse...

A chuva rega saudades, regando faz aumentar, ah... Poeta, me ensina algo para acabar com a saudades...

Beijos confessos

Malu disse...

É, amigo!
Se bem que a chuva tem regado e levado vidas embora...
Bem disse... a chuva rega saudades.
Abraço

MariaIvone disse...

Me aquietei, escutei a chuva caindo, minhas saudades floriram...

bj

MEUS PENSAMENTOS disse...

como são lindas tuas poesias,bjs!