sexta-feira, 4 de junho de 2010

Canta o homem


Canta o homem que há pouco chorava.
Bastou lembrar-se da brevidade
dos tempos,
da precariedade do que é viver,
dos olhos da amada.

Canta o homem de coração tão duro.
Bastou perceber que sua força
não está na firmeza das decisões,
mas na vida,
na precária vida e
nos olhos da amada.



Ilustração: slowdown

13 comentários:

DairHilail disse...

voltei...
gostei de estar aqui...

Anne M. Moor disse...

Rangel :-)

E nos sonhos e possibilidades e nas redes que nos embalam...

Beijo
Anne

cofre de seda disse...

...que estes olhos nunca se
fechem para o teu amor!

bj, poeta!

Júlio Castellain disse...

...
Muito bom.
Meu abraço.
...

Confesso disse...

Canta a amada por fazer-te menos duro e então um dueto de felicidade agora há!

Beijos confessos...

Opuntia disse...

É como diz a sabedoria popular: "quem canta seus males espanta."


Lindo poema!

Valéria disse...

Poeta,
bom estar "aqui" e sempre ler um poema seu (gostaria que publica um cada dia, rsrsrs).
Seu blog faz a diferença...
Bom saber que o poeta sorri...
Com carinho
Valéria

Ludmilla Souza disse...

Muito bom...
Entre uma canção e um poema
há uma alma conjugal.
Uma dança em ritmo músical.
Bjs

Thalita Souza disse...

Pois eu já vi,homens fortes e valentes,se desmancharem por um sorriso e um olhar...

AugustoMaio disse...

Muito bom.
Dá gosto ler.

Lu Nogfer disse...

Ola querido

É mesmo assim:as vezes somos pranto,em outras somos canto...importante é ter os olhos de quem tanto amamos para resgatar nossa alegria!

Delicia te ler!
Saudades!

Beijo carinhoso da Lu

Graça Pereira disse...

Ai, a força dos olhos da amada....são faróis a apontar-te a estrada...
Adorei este teu poema.
Beijos
Graça

Micheline disse...

É nessa brevidade que lembramos do amor que outrora era explicito e hoje reluz numa beleza intima personalissíma...única que cabe só a quem amou e ama.