segunda-feira, 21 de junho de 2010

De mim


Caminho por horas sem sequer imaginar
destinos.
Sangro, caído, sem nunca esgotar
minhas culpas.
Sinto o gosto amargo da solidão,
invariavelmente,
todos os dias.

E construo um futuro de nada,
para além de onde
cheguei.


Ilustração: notarealnamespace

10 comentários:

Anne M. Moor disse...

Rangel, poeta que sabe brincar com as palavras!

Sonha que a imaginação volta.
Levanta que a vida continua.
Sente.
Age.
Te sacode!

Beijos ternurentos
Anne

Graça Pereira disse...

Livre não sou
que nem a própria vida mo consente
mas a minha aguerrida teimosia
é quebrar dia a dia
um grilhão da corrente. (Miguel Torga)
Somos prisioneiros de nós próprios...quantas vezes?Interiormente, punimo-nos por não estarmoas á altura daquilo que nos exigimos...naufragos numa ilha deserta...Temos dias assim em que não encontramos o caminho do futuro...Quebremos então, apenas, um grilhão da corrente!
Beijo amigo
Graça

Opuntia disse...

É preciso aprender a conviver com a solidão. Quem sabe ela não seja tão má companheira?...

Júlio Castellain disse...

...
Profundamente poético.
Abraço.
...

Vivian disse...

...quando é que o poeta vai
sacudir as asas,
e saudar o sol que se abre
todos os dias para reconfortá-lo
em seu calor?

quando é?

quando?

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através Zambeziana. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs



Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.


Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

iracema forte caingang disse...

E os medos não saem dos meus calcanhares.
Tudo de bom mil beijos

Valéria disse...

Sim, poéta, somos todos prisioneiros dos nossos medos e solitários em nossas dúvidas.
Perfeito, "só pra variar", rsrsrs.
Com carinho e verdadeira admiração,
Valéria

armalu disse...

Venho só desejar-te uma semana super feliz com muito amor e luz em tua vida.Venho muitas vezes aqui, gosto de te ler te conhecer, mas fico-me por isso mesmo.um bj e muito amor e luz em tua vida

armalu disse...

Venho só desejar-te uma semana super feliz com muito amor e luz em tua vida.Venho muitas vezes aqui, gosto de te ler te conhecer, mas fico-me por isso mesmo.um bj e muito amor e luz em tua vida