Mais uma daquelas manhãs
tão frias,
a cidade quase desperta,
mal encarados transeuntes,
incomodados com o punhal
gelado,
deste teimoso e insistente vento.
Um café quente,
carente de melhor qualidade,
ainda é a melhor defesa
para aquele punhal...
E os olhares, ainda assustados,
de quem comigo cruza,
acusam, recusam
estar tão cedo nas ruas,
caminhando para o maçante
expediente,
traiçoeiro companheiro diário...
Retratos da cidade.
ilustração obtida no dci.com.br