sábado, 5 de fevereiro de 2011

Velho baú




Ainda existem baús, acredite.
Daqueles de tampa côncava,
fecho com um grande cadeado,
cara de velho,
fora de uso.
Poucos se lembram dele.
Quase ninguém.
Além dela,
só eu.
E foi ela quem, de repente,
me enviou a chave.
Chave tão antiga quanto o baú.
E foi a chave que me revelou
toda a alegria que,
escondida naquele baú
por tanto tempo, explodiu nos meus olhos.
E quase me cega de felicidade.
Quase me cega como o sol,
quente e aconchegante.

Como ela!



Ilustração: base64

11 comentários:

Anne M. Moor disse...

Que delícia de poema Rangel!

bjos
Anne

Nanda Assis disse...

uau, deixa eu ver tbm o q tem nesse bau.

bjosss...

Marisa Mattos disse...

Que lindo poema...cheira sensibilidade e paixão...

Tania regina Contreiras disse...

Esse olhar por dentro é a essência do poema? Talvez...
Beijos,

Vivian disse...

...daria tudo para encontrar
um baú assim.

que bom seria se ao abrí-lo,
o amor sorrisse pra mim!


bjs, moço!

Valéria disse...

Rangel, todos deveriam ter um velho baú, com chave, onde fossem guardados (quase em segredo)nossas pequenas lembranças: o primeiro bilhete de amor, o primeiro guardanapo do barzinho, onde conheceu "aquela" pessoa, a pétala de rosa (seca) que sobrou do seu primeiro buquê, o sabonetinho do motel...(desculpe, a ousadia). Lembranças que nos farão felizes ou não, qdo esse baúzinho for aberto...
Vc é especial, poeta.
E sabe disso...
Carinhosamente
Valéria

Pedra do Sertão disse...

Que chave preciosa!

romantic disse...

é lindo teu poema! vim deixar-te um beijo e desejar boa semana1

Cria disse...

Excelente reflexão, poeta amigo !! Meus parabéns ! Meu carinho e obrigada pela presença.

Chris... ჱܓ disse...

Lindo!! Este está simplesmente lindíssimo!

Gostoso de ler,dá pra sentir a alma do poeta apaixonado...

Amigo, obigada pelo carinho de sempre.
Uma linda semana para ti.
Bjos!

Chris...

kalinne_nunes2011 disse...

os seus poemas são lindos