sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Clamor


Uma voz clama no deserto,
com o mesmo timbre
do meu grito.
E as areias ardentes,
não conhecem gritos
ou sorrisos.
Conhecem o escaldar do sol,
dia-após-dia...

Nada interfere na sequência
dos dias,
na alternância das noites
geladas.
Uma voz,
sempre a mesma,
clama no deserto.


ilustração: t3.gstatic

14 comentários:

Gislãne Gonçalves disse...

essa voz será minha?

Beijos

Artes e escritas disse...

Se fosse aqui, clamaria na chuva. Um abraço, Yayá.

Marcia disse...

Um bom dia Rangel,lindo poema,como todos meu amigo,um grande beijo!

marlene edir severino disse...

E quando a alma está deserta
temos sede...

Beijo, Rangel!

Marlene

Anne M. Moor disse...

O vozeria das noites geladas lembra de momentos ímpares...

bjs
Anne

Bárbara Queiroz disse...

As vozes distorcem, emaranham, desintegram as arestas do tempo.

Vixuz disse...

a voz de uma pessoa vitoriosa.

Célia disse...

Na blogosfera descobri um "xará" de parte do meu sobrenome... Faço-lhe uma visita e vejo que também além do nome... há o gosto literário e poético! Parabéns pelo seu poema e, que sua voz continue clamando não só no deserto, mas na vida! Barço, Célia Rangel.
http://celiarangel.blogspot.com

Vivian disse...

...que seja a voz do amor,
a voz que nos tira do eixo
até num simples sussurrar.

bjokas, meu poeta!

Zélia Cunha disse...

Só pode ser a voz do amor...esse clamor.
Tenha um lindo fim de semana, meu amigo.
Um abraço
Zelia

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Não sei se o seu Rangel é dos de cá!
Só sei que ouvi um clamor e, Da Cadeirinha de Arruar, vim conhecer "Alma tua"...saiba: Minh'alma se encantou, se "instalou", com o meu retrato e, juro!... vai voltar...
Um abraço
Lúcia

Graça Pires disse...

No deserto nascem os feiticeiros da sede...
Beijos.

Vanuza Pantaleão disse...

O deserto tem mistérios...ele nos ouve.
Rangel, uma brilhante quinta-feira, sexta-feira, que todos os seus dias sejam bons...
Beijos!

Rodolfo Rios disse...

Sentimento profundo! Belo!

Abraços
Isaias