quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Transparência


Nada o fazia mover-se.
Nem chuva inundante,
nem sol sufocante,
nem congelante noite...
Cumpria o que havia jurado:
sería um morto em vida,
um ser transparente,
um nada, mesmo...
Cansara de nunca ter sido
notado e,
ao contrário de tantos outros,
decidira-se:
nem chuva,
nem sol,
nem gelo...


ilustração: t3.gstatic

8 comentários:

Gisa disse...

Mortes decididas. São as piores.
Um grande bj querido amigo

Célia disse...

Amigo, ainda que transparentes, somos!! E, com tal decisão, passamos a incomodar, pois o nosso distanciamento demonstra o muito do que somos... ser transparente é uma qualidade!
Abraço, Célia.

Gislãne Gonçalves disse...

Dura existência!

Beijos

Ivete disse...

E porque gostei do que escreves, sigo-te!

Um abraço

Eloah disse...

Querido decisões negativas só levam a tristeza.Coloque cores na tua alma e na tua vida.Seja transparente , mas não ausente.Ilumine teus dias.Bjs no coração Eloah

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Transparente, sim, como um livro aberto, mas sem inércia, reagindo ao público...Asim, sinm!
Um beijo

Sonia Schmorantz disse...

É o abandono de si mesmo...
abraço

MARILENE disse...

A transparência não mostra apenas tristezas, por mais que machuquem. Possibilita que entrem nos corações os ausentes, que caminhavam ser perceber essas necessidades.

Abraços