segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Restos


resta esta voz rouca
repetindo palavras gastas
ditas, já, centenas de vezes.
resta este olhar desgastado,
envelhecido, opaco,
que insiste em não ver...
resta este homem cansado,
este sinuoso caminho
e um destino distante demais.

de sonho, nada resta, afinal!



ilustração: t3.gstatic

12 comentários:

Gisa disse...

O sonho sempre deve restar para seguir iluminando a vida.
Um grande bj querido amigo.
Fortes e tristes palavras

Confesso disse...

Ahh...Poeta...

Quando eu olhar no espelho e ver meus olhos opacos, minha face envelhecida, ainda sei que me restarão os sonhos... Não permitirei que eles morram, quando o fizer, estarei sem vida...

Bjs

Patrícia disse...

Adorei! Simples e tão gostoso de ler! Obrigada pela visita, mas podia voltat lá e responder minha pergunta sobre seu comentário? :)
Bjssss

Célia disse...

Nunca deixe de sonhar! É o combustível para nossas vidas!
Abraço, Célia.

Franco disse...

Oi!
As palavras são poucas e fortes.
Mas creio que,nada,é gasto ou envelhecido,tudo,sempre renova-se.
Abraços.

Eloah disse...

Querido, seduza teu coração, acaricia as tuas lembranças e espalha as tuas saudades. Foge das tuas tristezas, levanta grandes voos e não deixe jamais a esperança fugir do teu coração.Bjs.Eloah

Solange disse...

e depois de tudo isso,
ainda resta alguém,
que te deite mansamente, no céu de seu olhar..

e te devolva o sonho que tu perdeste..

bjs.Sol

Anne disse...

Que triste fico...

beijos
Anne

Valéria disse...

Poeta,
Sonhos?!, não podemos deixá-los ir, precisamos renová-los.
Sem sonhos, fica difícil, mto difícil.
Carinhosamente,
Valéria

Fanzine Episódio Cultural disse...

O PRIMEIRO CONTATO
Certa vez, na ânsia de concluir um trabalho escolar, cercado de publicações dos mais variados autores e temas, e sem saber por onde começar despertei-me com um clique da minha esferográfica.
Eis que, como um “Deja Vu”, deparei-me com um antigo livro de contos em péssimas condições. O papel amarelado pelo tempo, perfurado por traças, empoeirado e suas páginas mal cheirosas.

A tinta usada em sua impressão ainda mantinha um bom contraste, o que o tornava legível.

Então, no volver furtivo e detalhado de cada página, eu descobri algo novo: textos envolventes com assuntos, embora de séculos atrás, tão atuais e familiares que passavam não só a mim, mas a quem quer que os lesse (leiam) uma profunda intimidade com o autor.

Agora eu já podia empunhar aquela, cujo clique não mais soava irritante, mas frugal.

Tudo era simples, evidente e claro. Eu não precisava mais daquela pilha de publicações, pois tudo estava ali, em cada cor, som, ou lembrança. Daquela ponta esferográfica, as palavras fluíram com naturalidade e deitavam em cada pauta com a suavidade de uma pétala que pousava sobre a relva.

Eu compunha com mais idéias, indeterminado, mais livre. Não havia motivo para se preocupar com “Lapsus Linguae”... Sim era minha primeira crônica. Agora eu sabia que poderia escrever sobre qualquer coisa.

*Cassius Barra Mansa é cronista machadense

Lapus Linguae = erros de linguagem
ATRAÇÃO DOS MOLEKES

(pagode com malícia mineira)

Influenciados pelo, Exalta Samba, Revelação, o grupo se apresentou pela primeira vez em 2006 na Praça Antônio Carlos (Machado-MG), durante as comemorações do 7 de setembro.. No mesmo mês, eles abriram o show do Face Racial no salão da Dismabe, evento organizado pelo DJ Brown. O próximo passo será a gravação do primeiro CD com 12 músicas, entre elas (É hora de curti) Contatos: João ou Diogo (35) 3295-4031 (Machado-MG).

Blog: http://atracaodosmolekes.blogspot.com/

O que Cintila em Mim disse...

Resta voltar neste canto mais vezes...

armalu,blogspot.com disse...

Meu sonhador incondicional, teu sonho vai sempre estar contigo.
Meu sonho é sempre poder ver os poemas e textos lindos que escreves, te gosto tanto.
Para quando o teu livro Fred amigo????