quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Colheita


A vida teimosamente se repetia,
fazendo com que eles sentissem
das tardes o mesmo sabor que
sentiam os antepassados.
E as velhas aflições também
se repetiam.
Haviam as festas também.
Comemorações e celebrações
pelas vitórias, fossem nas lavouras,
fossem na vida ou da certeza
da presença do sol aquecendo
as demais incertezas,

Era assim a vida.
Como é até hoje!



ilustração: Colheita do cacau - Nerival Rodrigues

7 comentários:

Marcia Melo Morais disse...

Sempre bom...te ler,um beijo e bom fim de semana!

POR TODA MINHA VIDA disse...

RANGEL MEU QUERIDO...QUE BELAS PALAVRAS ...LINDO DISCORRER ..FICO FELIZ EM LER SEUS ESCRITOS ...SEMPRE TÃO ENFÁTICOS ...E BELOS ..PARABÉNS DO AMIGO PEDRO PUGLIESE

Célia Rangel disse...

No "repetir" a marca da nossa identidade - herdada, que deixaremos como legado!
[ ] Célia.

Jaqueline Cristina disse...

A vida teimosamente se repetia...até que a ingenuidade foi embora, pois foi sendo substituída pelo conhecimento de um mundo maior do que aquele que os meus olhos viam...
Obrigada pelas palavras, deliciosa ilusão está sempre à sua espera.
Bjoks

Adri Aleixo disse...

Linda poesia, belíssima imagem!
Meu beijo!

LauraAlberto disse...

fiquei parada no teu poema, fez-me repensar a vida e de como agora a sinto tão diferente da tua bela descrição, talvez seja mesmo isso, talvez seja preciso parar a olhar para os nossos antepassados

beijo

Magia da Inês disse...

Sua poesia é bonita mas hoje as incertezas são maiores!...

Bom domingo!
Boa semana!

°º✿♫
°º✿Beijinhos do Brasil.
º° ✿♥ ♫° ·.