domingo, 25 de novembro de 2012

Ardem ainda


Ardem as pedras, mesmo distantes,
como se ateado o fogo
ainda agora.

Acentuam sabores de
fomes apenas temporariamente 
saciadas, de gestos imprecisos,
mapas rasgados,
porque vencidos.

Guardam suores de corpos famintos,
de desertos perenes, distâncias
infindáveis,  de prazeres possíveis.

Sacia tua sede.
Ainda é de manhã...




ilustração obtida no Google imagens

5 comentários:

Vivian disse...

...sacio-me na tua poesia,
como abelha na flor!

muitos beijos,
meu poeta!

Vivi

Ateliê Tribo de Judá disse...

Mesmo a ausência dele é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dele que não sei como o desejar.
Fernando Pessoa

beijos
Joelma

Iara Maria Carvalho disse...

venho aqui, e bebo.

Por Amor disse...

Muito lindo e verdadeiro teu poema ...O seu nobre discorrer enaltece aquele que o Lê ... parabéns do amigo Pedro Pugliese

Anne M. Moor disse...

Bom diiiiiiiiiiiiia!!!

:-)

Bjs
Anne