quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Solidão, vizinha


A solidão e o vazio que a representam
moram parede-e-meia comigo.
Silenciosa, quase não ouço dela sinais de vida.
Ela mal balbucia palavras.
Sequer, como cheguei a imaginar,
arrasta correntes pelo chão.
Mas invade meu peito quando
saudosa de mim.

E doi... Eu garanto!

Companheira preferencialmente noturna,
chega sempre para ficar.
Não faz visitas rápidas, cordiais.
Parece ter afinidades especiais comigo.
Parece adorar minha casa,
minha companhia.

Só não suporta você.
Odeia te ver comigo.
Foge daqui quando estás presente.
Vem!!!



Ilustração:  google images

11 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

A Solidão é uma mulher ciumenta e exclusivista! rs
Adorei.
Beijos,

Nádia Santos disse...

A solidão é terrivel, sempre chega sorrateira a noite e nos atormenta, nos sufoca...e faz longas as horas. Mas um dia ela vai embora. Um abraço

Anne M. Moor disse...

Arrastando correntes ehm... Isso me lembra de uma solidão acompanhada! Assopra essa das correntes pro ar :-)

beijão
Anne

Anne M. Moor disse...

Arrastando correntes ehm... Isso me lembra de uma solidão acompanhada! Assopra essa das correntes pro ar :-)

beijão
Anne

marlene edir severino disse...

Já uma presença!

Abraço, Rangel!

intervalo disse...

Poeta querido,prazer imenso este reencontro com tua poesia que encanta minha alma,senti saudades.Boa noite
C.Rangel.Beijos

Por Amor disse...

Bela poesia Rangel muito tocante Pedro Pugliese

Marcia Melo Morais disse...

Encantador,lindo,beijos poeta bom fim de semana!

LauraAlberto disse...

a solidão é presença que não se quer
e que nunca vai embora quando se quer

beijo

Mariseven Zanon disse...

A solidão vive comigo em perfeita harmonia desde crioança. Jazz somos duas que se amam. Perfeito poema Rangel!

Mariseven Zanon disse...

A solidão vive comigo em perfeita harmonia desde crioança. Jazz somos duas que se amam. Perfeito poema Rangel!