sexta-feira, 3 de abril de 2009

Como um espelho


Como um espelho

Nem todos os meus gritos são de pavor.
Nem todos os meus sorrisos são de satisfação.
A par de ser um tanto estranho, sou, muitas vezes,
incompreensível.

Meus gritos, podem até ser de alegria.
Já os sorrisos, aqueles que observando bem verás
que são um tanto nervosos, são, como na
maioria das vezes,apenas disfarces, fingimento,
mentiras...

Difícil compreender alguém assim, como um espelho,
refletindo tudo sempre ao contrário.

Mas foi a vida que me fez assim.
Foi a vida que me encheu de manias e de
esquisitisses que, quase sempre, nem eu consigo
compreender.

Pense bem, portanto, quando digo que não te quero !

5 comentários:

Anne M. Moor disse...

:-) Adorei a imagem tbm!!! Junto com o teu poema brilhante me lembra daquela novela "O Astro" com a Tereza Raquel que gritava assim! Fiz isso uma vez na minha vida e o olhar de espanto nas caras do meu marido e filhos foi hilário!!!!!!!!!!!!!!!!

Somos sempre um paradoxo. Uma mistura de sentimentos e humores...

Vida, sublime vida!

Beijos

Lianara Kerkhoff **Lia** disse...

Lindo texto!
Seu blog é ótimo! Parabéns!
Abraços

flor disse...

A vida às vezes nos leva a dizer coisas que não queremos dizer, e ter que calar sentimentos,sorrir quando queremos chorar,
ótimo texto.

bjos.

paula barros disse...

Rangel,

tenho te lido, as vezes não comento, você não tem aparecido.

Agora ri. E se eu entender que o não aparecer, é porque quer aparecer.

Ah, seu poema diz o quanto nós seres humanos somos difíceis, complicados até.

Falamos quando queremos calar.
Calamos quando queremos falar.
Nos afastamos quando devemos nos aproximar.
Tudo ao contrário, muitas vezes.

fica na paz.

Lembrei de algo que li, que traduzo aqui assim, as vezes precisamos fazer diferente do que sempre fazemos, para conseguirmos momentos de vida diferente.

beijo

Valéria disse...

Rangel,
Somos todos, assim, metamorfoses ambulantes... em constante mutações de sentimentos, treinados pela vida para fazer o que parece correto e não desagradar os outros.
Mas, como eu digo sempre: não podemos deixar se perder a criança dentro de nós, ela sim é o nosso lado real, nosso sorriso verdadeiro...
Um grande abraço
Valéria