terça-feira, 21 de outubro de 2008

Meu coração



Meu coração

Paro e penso e lembro
daquele beco vazio onde,
tantas vezes passei.
Era estranho, assustador até.
Aquelas paredes nuas,
lavadas
e nada para quebrar
aquela ausência de tudo.
"Nunca vi lugar tão estranho,
tão abandonado",
pensava eu.

Hoje sei de outro lugar
igual àquele.
Ou será pior?

Meu coração é assim...


2 comentários:

Helena C de Araujo disse...

Os sentimentos que levam um poeta a comparar o próprio coração a um beco vazio, estranho e abandonado tornam triste o poema... Mas não tiram a beleza dos versos. Grande abraço, Rangel!

armalu disse...

Teu coração meu querido tem demasiadas donas