segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Desperta


Desperta

Desperta.
O dia já ganhou cores.
Amanheceu.
Levanta, segue teu dia, tua sina.
Arrasta-o novamente,
como se um corpo inerte, morto,
ele fosse.

Faz o que tens feito há muito.
Refaz teu caminho.
Este pesado corpo que arrastas,
incômodo,
pesa cada dia mais.
Rouba de ti derradeiras energias.
Faz de ti mais uma
vítima.

Levanta teus olhos.
Tente, ao menos, enxergar o caminho.
Caminho que não te leva
a lugar algum.
Desperta!



Um comentário:

Helena C de Araujo disse...

E não temos às vezes a sensação de que os caminhos não nos levam a lugar algum? Mas estamos vivos, e tentando sempre fazer com que os dias ganhem novas cores, refazendo planos, despertando para a vida. Abraço, poeta!