segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Novas feridas


Novas feridas

Das marcas na minha vida
as mais profundas ainda doem.
Carrego-as há tanto tempo
sem uma lágrima verter.
Não há tempo para chorar o passado.

No tempo que ainda disponho,
busco novas feridas.


Foto: http://br.geocities.com/jardimdepoesias

4 comentários:

paula barros disse...

A vida sempre nos traz novas feridas, nem precisa ir em busca, o que busco mesmo é saber sará-las no menor tempo possível. E que as marcas profundas não me impeçam de acreditar no belo, no novo.

abraços

Serena Flor disse...

Lindo demais!
Mas que estas feridas não sejam muito profundas! Bjs.shorb

Helena C de Araujo disse...

Talvez seja essa uma mania que a gente tem. Vai se quebrando pela vida e ainda assim, insiste.
Talvez porque a vontade de voar e a sensação de estar "lá em cima" seja maior do que as dores que proporcionam as quedas.
Gostei muito desse poema. Tem uma frase do Milton Nascimento, que diz: "Certas canções que ouço, cabem tão dentro de mim, que perguntar carece: porque não fui eu que fiz?" rs...
Lendo esse poema, pensei isso.
Beijos!

Poliana disse...

Poeta...

As feridas são inevitáveis pq o caminho é curvo e acidentado...
Vivo machucada...

beijo......m