quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sou eu!

Sou eu!

Aquela figura estranha,
congelada no tempo,
solitária, isolada,
sou eu!

Com os olhos perdidos no nada,
parecendo deslocado,
fora de lugar,
sou mesmo eu!
O tempo passou e,
como ele sempre faz com todos,
levou minhas crenças,
meus mais elaborados pontos de vista,
minhas verdades.

Deixou-me discutindo comigo mesmo,
com minha consciência,
que desmente, nega,
as certezas
que imaginei ter ouvido dela mesma.
E o caminho que eu trilhava
com toda a segurança do mundo é, hoje,
um atoleiro onde
o chão firme desapareceu...

Aquela figura estranha,
que parece um exilado
num mundo onde nunca habitou,
sou eu!

Foto: glaurosa.zip.net/images/rua

16 comentários:

Anne M. Moor disse...

Consegues pintar o que dizes com palavras. Magnífico poema acompanhado das curvas ascendentes e descendentes do humor! Lindo!

Vivian disse...

...Rangel meu lindo,
encanto-me com seu jeio
especial de 'desenhar'
com palavras a solidão
de todos nós.

Beijo-te

Avassaladora disse...

Rangel, poema muito triste!
Divinamente lindo, mas triste!

Gosto de ver vc assim não...


Beijos avassaladores!


PS: Quero... Tem tantos significadsos..rs

Sonia Schmorantz disse...

Tens poemas muito bonitos para ler, é um prazer vir a esta página.
Um abraço

Anne Lieri disse...

Um belo e melancólico poema,uma busca,um sonho que se foi...muito lindo!Abraços,

Srtª Elis: disse...

ahhh gostei daqui ...rs net tem isso a gente as vezes sai passeando por blogs..e descobri uns bem legais simples e diretos;;;
vamos ser amigos..??
abração!

Jacque disse...

Vim lhe oferecer um presente, um selinho que eu fiz...
Está no meu Blog JARDIM SECRETO DAS FADAS.

Beijo.

Jacque

A garota do copo d'gua disse...

quanddo tudo parece não fazer sentido...

belo poema rangel! adoro o modo como você se expressa...

Ana P. disse...

A sensação de deslocamento e de não reconhecimento do eu, tão conhecida de todos nós, foram captadas tão bem pela sua sensibilidade ...
Lindo.
Beijos

Ediane Acunha disse...

Amei o poema.
Triste e lindo!

Christi... disse...

Um mundo exilado, ás vezes fora do próprio corpo né. Como se fosse possível ser e desconhecer-se.

Gostei muito do poema.
Forte.

Beijos e ótimo final de semana

Chris

alma disse...

o chão desaparece-nos debaixo dos´pés e ficamos flutuando em dôr, medos e inseguranças. Quando os voltarmos a pousar o chão estará certamente mais firme.

Serena Flor disse...

Lindo teus versos.
Um grande beijo e bom fim de semana!

Paulo Braccini disse...

sua sensibilidade e sua habilidade para lidar com as palavras me seduzem ... "Deixou-me discutindo comigo mesmo,
com minha consciência,
que desmente, nega,
as certezas
que imaginei ter ouvido dela mesma.
E o caminho que eu trilhava
com toda a segurança do mundo é, hoje,
um atoleiro onde
o chão firme desapareceu..." lindo lindo ... amei mesmo ...

Valéria disse...

Rangel,
sempre tento entender como conseguimos ser "parecer estranhos" para os outros e principalmente para nós mesmos.
Abraços
Valéria

G I L B E R T O disse...

Gostei de teus poemas!

Também amo-os (os poemas) de fazê-los e de lê-los!

Temos algo em comum, meu caro colega: a paixão pela poesia!

Desejo-te felicidades poéticas em todos os níveis possiveis!

Abraços!