domingo, 10 de maio de 2009

Vento e vida


Vento e vida

Quebrando a magia da noite,
na madrugada tão fria,
feito meu coração,
caminha aquele homem estranho,
solitário e encolhido.

Vai depressa, sem saber destino,
ansioso por nada encontrar,
com pressa pra descansar.
Mal sabe que o tempo é
como vento, que passa sem
se importar com os estragos
que sabe provocar.

Volta para ninguém, para nada,
destino de todo vivente,
por mais que se queira enganar.

Há de terminar a noite.
Há de terminar o vento.
A vida, enfim!

Foto: bp1.blogger.com/.../906145798_eb2eb366e3.jpg

15 comentários:

Anne M. Moor disse...

Rangel,
As vezes a velocidade desse 'vento' tira o fôlego e o chão, levando tudo que encontrar pelo frente...

Há de terminar 'a noite' e 'o vento', mas não deixes terminar a vida não... A noite e o vento hão de terminar para abrir espaço justamente para a vida!

Beijo grande cheio de vida

Avassaladora disse...

"Mal sabe que o tempo é
como vento, que passa sem
se importar com os estragos
que sabe provocar"

Rangel, como ficar inferente a algo tão profunfo e belo como seu poema... e o trecho aí de cima me chamou a tençao...
Os estragos que tentamos consertar e que o tempo está sempre a provocar...

Saudades de vc!


Beijos avassaladores!

Mariana disse...

Bravo!

Sônia Brandão disse...

O tempo e a vida passam como o vento.
Gostei muito do poema.
beijos.

Denise disse...

Passa o tempo, passa a estrada,
Ou será que nada passa?
Nada conta além da graça do amor.
O Amor que é raio e centro,
Eternidade e momento,
Nosso solidário redontor.
Único Senhor do Tempo,
Amor!


Creio que viver,com intensidade cada momento e aproveitar esse tempo se faz necessario e preciso.

beijos

Denise

•.¸¸.ஐBruneLLa França disse...

Eu, que ando correndo, me senti necessidade de frear ante teus versos!

Beijos e borboleteios

Bruno Scaloni disse...

muito bom o texto,gostei!
;)

A garota do copo d'gua disse...

há quem diga que o tempo cura tudo. e eles estão certos, por mais que ele apenas tire o incurável do centro das atenções.
mas e quando não se quer essa cura?
o tempo pode ser como o vento, e passar sem se importar com os estragos que paradoxalmene pode vir a causar. o maior deles, o esquecimento.

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?
(Oswaldo Montenegro)

Desejo uma semana com muito amor, carinho e saúde
Um grande abraço do amigo
Eduardo Poisl

REGGINA MOON disse...

Rangel,

Grata sempre por sua visita e comentários!
Este poema me emocionou muito.
Sem palavras!Vou postar no Verso & Prosa...se me permite.

Abraços!!

Reggina Moon

Conheça tb, meu lado B(rs):
www.pecadopoetico.blogspot.com

Toninho Moura disse...

Sempre venta forte em meu coração. Não quero que pare. O vento faz meu coração bater!

Rosemildo Sales Furtado disse...

Oi Rangel! Como sempre, criando maravilhas.

Adorei, muito profundo.

Abraços,

Furtado

Wanderley Elian Lima disse...

OI Rangel, belo poema bela ilustração. Parabéns.
Um abraço

Jac. disse...

Lindo seu poema! Muito!!
Ele me fez lembrar uma música
de Andy Williams, que gosto há
bastante tempo! Solitaire.
"There was a man/ a lonely man..."

Venho sempre aqui, beber da
sua poesia!

Beijos.

REGGINA MOON disse...

Rangel,

Tem um presentinho para ti no Blog:
http://poesianotempo.blogspot.com

Abraços carinhosos,

Reggina Moon