quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Denodo

Respostas às perguntas que ouvi ao longo da vida,
a ponta e o solado de meus sapatos têm buscado
em caminhadas longas, curtas também,
sem cansaço, sem a perplexa dúvida
que a inconstância provoca.
Caminho incessantemente, atento aos
menores sinais ou ruídos das possíveis
respostas, mesmo sussurradas, nas
pequenas pegadas e rastros, como cão
farejador treinado e cuidado para estas missões.
Não há centímetro quadrado que
não tenha sido vistoriado, não há
canto que eu não tenha varrido, com
inesgotável denodo e determinação
para tão parcos resultados práticos.
Mesmo sem ainda ter as respostas
e mesmo sem resultados palpáveis,
fica claramente esclarecido que em
tudo o que há por fazer neste mundo,
o melhor método de investigação
a se adotar é o da caminhada!


Ilustração: 4bpblogspot

16 comentários:

Anne M. Moor disse...

E sempre Rangel, um passo na frente do outro, cada um ao seu tempo!

Ousadia é viver...

Beijos

Vivian disse...

...caminhar sim, meu querido.

caminhar desde que saibamos a rota
de onde queremos chegar,
ou nos tornamos eternos viajantes
de carruagens sem cocheiros.

meu beijooooo

M. Nilza disse...

Belíssima reflexão Rangel!

Caminhar um dia de cada vez, ou um segundo quem sabe... Precisamos caminhar para aprender isso tbm.

Beijos

Wanderley Elian Lima disse...

Mas nem tudo tem que ter resposta meu amigo.
bjs

Denise disse...

Um passo de cada vez, né meu caro?!!

beijos azuis

Valéria disse...

Ânimo, audácia, coragem, desembaraço, desenvoltura, intrepidez, ousadia, valentia, valor...
Em frente, poeta... Caminhando sempre!

Sonia Schmorantz disse...

Caminhando, vivendo, investigando...é assim mesmo que se aprende, ou melhor, se compreende um pouco das coisas desta vida.
um abraço

maria disse...

...é a caminhada sem duvida nenhuma.
bj
MARIA

Luis F disse...

Um grande blog de poesia e de belas e sentidas palavras

Os meus parabens

Luis

Majoli disse...

Rangel, quantas coisas em nossa vida a gente fica sem resposta, aí o tempo passa e um belo dia ao relembrar tal situação, nos perguntamos novamente e mesmo assim continuamos sem respostas.
É a vida, não?

Beijos.

Graça Pereira disse...

O caminho, faz-se andando... e ai de quem pára! Um beijo grande Graça

Helena Figueiredo disse...

Faço uma pequena caminhada até aqui, e fico sempre com vontade de voltar.
Na vida as caminhadas são o melhor remédio para quando estamos em baixo. Escolher um local sereno, verde ou azul, respirar fundo, e no regresso, voltámos a ser nós.
Saudações de Portugal
Helena

Serena disse...

Um passo de cada vez e caminhando sempre meu lindo...é a vida!
Passando pra te desejar um fim de semana feliz!
(meu amigo agora tá metido hein...não visita mais os pobres...rsrsrs)
Beijos poéticos pra você!

Sueli disse...

Vim agradecer imensamente a visita e dizer que fiquei muito feliz ao saber que alguém que me lê conhece um pouco do que conheci na minha infância. Estou até emocionaa, sabia? Foi um presente para mim, hoje. Também gostei imensamente do seu blog. com licença, já vou linká-lo no meu. gostaria que também visitasse meu outro blog, o que atualizo constantemente (Fenixando), o que você visitou está um tanto desatualizado (prometo cuidar disso). Com relação a este seu post, está tão bem escrito e tão interessante, pois descreve o que realmente fazemos nesta vida. Algo temos que aprender aqui e para aprender precisamos procurar respostas às nossas dúvidas. Infeliz daquele que simplesmente se acomoda na sua ignorância, pois não vive. Viver é aprender, evoluir. Não desistir nunca, mesmo que a resposta demore a aparecer. Também sou uma questionadora. Um grande abraço!

rosa dourada/ondina azul disse...

E que bom é caminhar...

Caminhar na vida e na calçada...


Beijo de cá,

LomiAyurveda disse...

E por aqui não há férias !?
Detesto Agosto, nunca para férias, desta vez tem de ser, estou quase de férias.

Rangel que faço aqui nestas caminhadas ?
É a teimosia de querer ver bem o que nunca vai estar. Talvez o respeito que tenho pelos sentimentos dos outros independentemente de tudo........ e se vá revendo matéria para pôr pensamentos/acontecimentos nos devidos lugares, reflectir repensando o que é realmente sentir Amor.
Adoro caminhadas mas ao ar livre e puro!

Não fico presa anos a sentimentos esgotados, bastou o que a vida me impôs, no fundo, sabemos muito bem, que nunca quisemos concretizar nada, ou não teriamos cometido enganos fatais para uma Amizade.
Cruzámo-nos num tempo em que as necessidades eram diferentes, ou não teria havido tanto procedimento e atitudes absurdas erradas que ditaram regras e as leis finais.

Claro que entendemos, perdoamos, ultrapassamos, até nos fazemos de pouco inteligentes quando necessário, com uma borrachinha apagamos e ponto final.

Já não conseguimos é evoluír para uma Amizade construtiva, construída em cima de tristes enganos e erros, colada a sentires forçados não fluídos, livres, que não deixaram avançar para relacionamentos interpessoais amigáveis espontâneos com boas bases sólidas de respeito e confiança, perdeu-se tudo.
Torna-se impossível, doentio, leviano, sem sentido, vazio, deixa de haver diálogo atempadamente, instala-se o silêncio e explica-se traduzindo-se em 'incongruências', falsas esperanças, ilusões, desejos, fantasias,ódio,rancor,dor e outras que lhe queiras chamar.

As tais incongruências foram também resultado de reações de vivências de verdades óbvias, desacreditadas desrespeitadas,a vida cobra desgostos que mata de dor, onde outros sentimentos não cabem sobrepostos, não têm lugar para acontecerem de tão evidentes circunstâncias. Há que saber aceitar, transformar e substituír o que não é realizável.(Hoje o teu amigo deve entender isso).
São só resultado de momentos difíceis de vida, não de shots, álcool ou drogas, que nunca foram os meus meios de ultrapassar sofrimentos ou seja o que for.
Mais depressa me desloco ao Alentejo para fatias de pão de lenha, queijo e uma taça de vinho alentejano, ou uma boa conversa com alguém de sabedoria impar...
Pequenos nadas simples que para mim, fazem a diferença.

Esta situação leva-me ao passado/recente, como uma sina, cenários, repetitivos, cansativos, que não tenho vontade de falar...antes que volte a agonia afasto-me em silêncio.
Traço objectivos que cumpro sem me desviar um milímetro deles, doa a quem doer. Recolho ao meu Porto Seguro que tive a felicidade de descobrir aos 19 anos e não troco por nada deste mundo. Sou uma felizarda bem sei!

Isto faz perder completamnete o medo do tempo. Desafio o tempo o tempo inteiro, com 'caretas' como uma criançinha feliz por ganhar desafios e viver ao máximo cada dia.

Recado ao teu amigo:
Não existem escritores a sério existem pessoas com dom que gostam de escrever. Todos Amam inspirados em mulheres que não existem, aí é o melhor lugar para delas. Tendo sempre em mente que perseguir 'esperanças fantasiosas' escondido em 'matrioscas' perde-se tempo, fecha-se os olhos do mundo para esse dom e os próprios
de alcançar reais necessidades e ver a mulher real disponível para Amar

Beijo amigo