segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Manuel Bandeira


Arte de amar
(Manuel Bandeira)

Se queres sentir a felicidade de
amar, esquece a tua alma.
A alma é o que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar
satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo estender-se com
outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas
as almas não.


Ilustração: demetrioesculturas

10 comentários:

Anne M. Moor disse...

Rangel
O Manuel Bandeira sabe das coisas... :-)

Beijos poeta sumido!!!

Wanderley Elian Lima disse...

Um belo presente Rangel, Manuel Bandeira nos encanta.
bjs

Nanda Assis disse...

lindo.

bjosss...

M. Nilza disse...

Hummmm não tinha pensado nisso, mas acho coerente.

Beijos

Graça Pereira disse...

Lindo este poema de Manuel Bandeira! Felizes daqueles que conseguem que as suas almas também se casem...Um beijo Graçaquelimane

Cris Michelon disse...

Rangel...
Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer, alguém a amar,
alguma coisa a esperar, seremos felizes.
Saiba : a única fonte de felicidade está dentro de você,
e deve ser repartida.
Repartir alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros :
sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo."
Amigo postei uma poesia tua..
bjs

Sueli disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Sueli disse...

Ahh, meu querido amigo, adoro Manuel Bandeira, mas nessa poesia, apesar de achá-la linda, sinceramente, não concordo com ele, não, principalmente quando afirma que as almas são incomunicáveis. Por tudo que eu aprendi nesta vida, não consigo aceitar que uma alma não se comunique com a outra. Acho mais fácil acreditar que, na maioria das vezes, ela não consegue se comunicar é com a nossa mente, pois esta costuma teimar em não compreendê-la. Estou certa que a alma ama sim, pois ela é toda feita de amor. Mas a realidade dela é bem diferente da nossa. Ela é livre de conceitos e preconceitos (próprios de nós humanos). Ela não quer saber se é bom ou não, se serve ou se não serve, se está longe ou se está perto, se trai ou se não trai... Porque quem faz esses julgamentos é a nossa mente. A alma, quando ama, ama e ponto final. Ela não ama o homem ou a mulher, ela ama a outra alma. E sentimos quando ela está amando, pelo tamanho da emoção que brota das profundezas de nosso peito. O que eu acredito é que a alma não se apaixona... ah, isso não. Ela simplesmente... ama. Somente quem já sentiu sua alma amando conseguirá me entender. (claro que é apenas a "minha" opinião...) Um grande abraço!
........(por favor, apague meu comentário acima que contém erros de digitação)....

Valéria disse...

Rangel, será mesmo que as almas não se entendem?
Não sei...
Adoro Manuel Bandeira. Seus versos encantam sempre, independente da geração, das mudanças, da cultura... um sábio!
Abraços, poeta.
Valéria

{Åmar ¥asmine}_ÐEXPEX disse...

As almas se entendem sim, Senhor Rangel. Basta querer entender. Basta que haja despojamento. Que haja aceitação das mazelas do outro.
Que o digam as submissas (verdadeiras), que não esperam nada em troca, apenas se entregam e conspiram todo o tempo pelo prazer do outro. Nada mais.

Doces besos *;-)