sábado, 27 de junho de 2009

Joaquim Manoel Magalhães


Sentava-se no café costeiro
(Joaquim Manuel Magalhães)

Sentava-se no café costeiro
com o deserto da mesa
a cerveja bebida devagar
para não parecer tão sozinho.
Desconhecido, à flor da noite.

O fumo do cigarro esquecido
vogava devagar e infeliz
entre o copo e a sua boca.

Eu estava à direita dos seus olhos.
Os dedos mulatos, a maré crespa
do cabelo. O instantâneo desejo
de amar e ser amado.

Nas dunas o cheiro da carcuma.

O seu nome que já não sei.

Ilustração: limitemaximo.files.wordpress

5 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Meu amigo, este é o desejo de todos nós: amar e ser amado.
Abração

Anne M. Moor disse...

Não conhecia JMM... Poema lindo e nostálgico!

Pra mim amar e ser amada é uma necessidade de vida :-)

Beijão

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amigo! Passei para te desejar um ótimo final de semana, como também, dizer que gostei mioto do poema. Parabéns pela escolha.

Ah! Gostaria se possível, deste uma olhada numa postagem minha, intitulada "PROEMP e o desemprego" e, posteriormente, comentaste a respeito - pio1furtado@oi.com.br

Abraços,

Furtado.

Vivian disse...

...enquanto me preocupo
em dar amor,
não preciso me dar conta
se sou amada ou não.

pois enquanto fonte,
somos imperadores
deste sentimento AMOR!

um bj, poeta triste!

Bruno Scaloni disse...

Esse texto me fez lembrar as inúmeras vezes que já fiz o mesmo que a personagem: fiquei sozinho no bar fumando e bebendo,pensando na vida.
^^